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  • Grupo Neurofocus

VAMOS APRENDER A RESPIRAR?

O terapeuta reichiano é aquele que observa a respiração do paciente, seu corpo, suas expressões faciais, seus gestos, se a fala vibra afetivamente ou se as frases são vazias de emoção, se os movimentos corporais são mecânicos, congelados ou animados, se há confluência, se está ultrapassando os seus limites corporais ou se não usa todo seu potencial, tolhe-se. Ainda, se está fazendo do seu corpo uma prisão, se corpo e sistemas mentais, afetivos e energéticos são inimigos ou se eles estão só juntos, se são um sistema único coerente, harmônico ou não são um sistema. Observando e sentindo, o divã do terapeuta reichiano é um caleidoscópio vibrante acontecendo em corpos, é um sistema emocional, energético, aquele que fala e como fala, se essa comunicação chega através de uma história por vir, de uma acontecida ou acontecendo no momento atual do aqui e agora. Por assim ser é uma psicoterapia em movimento permanente, que tem como objetivo a formação de relações únicas exclusivas, atuais e cotidianas que para além dela formam exponencialmente outras relações únicas, exclusivas e atuais no cotidiano aproveitando o que são, através dos afetos que unem formando uma grande rede vibratória.




Essa modalidade terapêutica que integra corpo, mente, partiu da psicanálise, fisiologia, leitura comportamental foi criada por Wilhelm Reich, médico e psicanalista austríaco, discípulo de Freud. Foi quem primeiro percebeu o quanto a mente influencia o corpo modificando até mesmo a postura corporal. Durante nossa vida, marcamos nosso corpo com cicatrizes emocionais que tomam formas rígidas e pouco expressivas que ele denominou de couraças. Elas podem ser uma proteção contra muitas coisas perturbadoras e ruins do mundo exterior se são flexíveis, mas quando os sofrimentos são constantes, repetitivos, não entendidos, irresolutos, tornam nosso corpo rígido, prendendo nossa respiração, provocando mais tensão. Assim pode acontecer coisas bastante desagradáveis no nosso metabolismo como aumento da frequência cardíaca, desestabilização da pressão arterial, aumento da frequência respiratória trazendo dificuldades a movimentos simples, aumentando a propensão a bronquites, rinites, alergias, interferindo no nosso tônus muscular, enfraquecendo nossa musculatura, diminuindo nossa atenção, memória e inibindo nossa flexibilidade cognitiva. Por isso Reich, observando como os bebês saudáveis respiram, demonstrou uma forma mais benéfica de respirar além de criar exercícios para diversas tensões emocionais e sintomas psíquicos. Nós, terapeutas reichianos, seguindo sua forma de trabalhar também propomos uma respiração mais saudável e equilibrada e agora contando com aparelhos que aferem nossas frequências, cardíaca e respiratória, a eletricidade da pele, as ondas cerebrais conseguimos chegar a um tempo mais preciso para o funcionamento dos exercícios e as mudanças corporais/mentais que eles podem proporcionar. Sabemos que nesse movimento de não respirar saudavelmente, inspirando mais do expirando, segurando o ar ficamos com tendências de segurar coisas dentro da gente, prendendo nosso intestino, aumentando nosso colesterol, triglicerídeos, glicose, contribuindo para a formação de pedras nos rins e na vesícula, mau hálito, colite, diverticulite, alergias, articulações emperradas, cistos, tumores, varizes, ameaças de enfarte. Se expiramos mais do que inspiramos, colocamos mais resíduos para fora em todos os lugares do corpo que são propícios para essa função. O nosso corpo precisa deixar sair, liberar mais do que reter, dessa forma conseguimos passar mais tempo saudáveis que doentes. Se eliminamos fezes, urina, gases, lágrimas, fluidos sexuais nos livramos de excessos que em acúmulo, tumultuam nosso funcionamento físico, mental e espiritual. Ignorar os avisos, as mensagens do nosso corpo como tensão na nuca, aperto no peito, nó na garganta, no estômago, coisas empurrando para sair. Precisamos aprender a ler as manifestações emocionais que aparecem em forma de tensão ou em forma de pressão. As pressões são geralmente de coisas que estamos impedidos ou impedindo de sair como um ideal, vontade de falar alguma coisa, de fazer.

Quando conseguimos saber o que são já nos sentimos mais aliviados e a resposta física do alívio não é um suspiro, uma expiração mais longa?


Vamos aprender a respirar?

1. Sente-se numa cadeira confortável com braços.

2. Apoie os braços nos braços da cadeira, mantendo a coluna ereta.

3. Coloque os pés apoiados no chão.

4. Inspire pelo nariz com a boca fechada.

5. Expire abrindo a boca deixando o ar sair devagar, exalando todo o ar inspirado.

6. Repita esse movimento respiratório no mínimo 3 minutos e no máximo 5 minutos, todos os dias.

7. Faça disso um hábito.

O que são 3 minutos ou 5 num dia de 24 horas?


Fazendo essa respiração a recompensa virá em poucos dias.

O primeiro sinal que ela está surgindo é uma visão mais clara dos espaços, diminuição da tensão no maxilar, na nuca, no peito, no diafragma e depois de 2 semanas notável melhora do intestino.

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