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Exercício Terapêutico para serenidade

Serenidade é um substantivo feminino. O termo vem do Latim serenitas, de serenus, que quer dizer “calmo, tranquilo, claro”, originalmente aplicado para falar do clima, emprestamos seu significado a nossas sensações.


Quando estamos serenos estamos em paz, tranquilos.


Esse estado essencial nem sempre é possível, quando achamos que estamos em perigo, estressados, agitados a adrenalina, um dos hormônios que nos prepara para a defesa é ativado automaticamente, assim ficamos no estado oposto da serenidade.


Através de estudos sobre impulsividade, comportamento associado a respostas do medo e depois condicionado a um comportamento desligado das primeiras vivências, perceber-se a necessidade de buscar soluções para esse desequilíbrio. A serenidade é uma das possibilidades de sair desse comportamento quando predominante.




FORMAS DE ALCANÇAR A SERENIDADE


Meditação

Exercícios físicos programados como natação, corrida, caminhada

Leitura


POR QUÊ?


A endorfina está presente em todas essas atividades. É um neuro hormônio produzido pela glândula hipófise que gera sensações de tranquilidade, inibindo a irritação e a ansiedade.


EXERCÍCIO TERAPÊUTICO


Esse exercício realizado durante 10 minutos tem a capacidade de alcançar a serenidade existente dentro de nós.

Sentados confortavelmente, em uma cadeira de braços, apoiamos os cotovelos nos braços da cadeira, abaixamos a cabeça, colocamos as mãos em concha envolvendo nossos ouvidos e respirando suavemente com maior ênfase na expiração, fixamos a atenção no som de água ouvido por nós. Esse som de água nos remete a nossas origens, seja no útero ou a uma conexão com a vida, que chega a nós através das águas.


De 1989 a 2014 trabalhei em instituições de ensino de pós graduação que promoviam a formação de alunos que queriam ser terapeutas. O exercício da “concha” descrito por Federico Navarro no seu livro Somatopsicopatologia, era um exercício ensinado a todos os alunos. Depois do exercício os alunos descreviam suas variadas sensações, mas em sua maioria alcançavam esse estado quase meditativo de serenidade.


Nessas ocasiões procuramos utilizar o exercício de maneira correta usando os recursos disponíveis alcançando assim os resultados e efeitos esperados.


Nossa hipótese é a de que o simbolismo da concha remete a proteção, o som de água ouvido gera uma resposta corporal favorável a introspecção, a um olhar para dentro de nós oposta a respostas impulsivas que é a de agir sem olhar para dentro.


REFERÊNCIAS


MALLOY-DINIZ, L.F. et al. 2008. Neuropsicologia das funções executivas. Neuropsicologia – teoria e prática. Porto Alegre: Artmed.

NAVARRO, Federico. Metodologia da vegetoterapia caractero-analítica: sistemática, semiótica, semiologia, semântica. São Paulo: Summus, 1996

NAVARRO, F. Somatopsicopatologia. Grupo Editorial Summus, 1996, São Paulo.





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