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Exercício Terapêutico para Culpa Patológica

No auge de seu desenvolvimento, uma pulsão não pode ser completamente recalcada. Uma frustração nesse momento tende muito mais a criar um conflito indissolúvel entre proibição e pulsão. Se a pulsão inteiramente desenvolvida encontra uma frustração imprevista e repentina, estão dadas as condições para o desenvolvimento de uma personalidade impulsiva'. Nesse caso, a criança não aceita inteiramente a proibição. Não obstante, ela desenvolve sentimento de culpa, que por sua vez intensificam as ações impulsivas até se tornarem impulsos compulsivos.

Reich, W. (1995). Análise do caráter pp. 165-185



Objetivo

Reduzir os sintomas da culpa patológica através do exercício terapêutico proposto.


Culpa Patológica


O sentimento de culpa resulta do conflito entre o empenho amoroso e o impulso destrutivo. O supereu ao mesmo tempo em que possibilita uma aliança psíquica com a cultura, a civilização, os pactos sociais, as leis e as regras, é também responsável pela culpa, pelas frustrações e pelas exigências que o sujeito impõe a si mesmo, muitas delas inalcançáveis.

KLEIN, M. Amor, culpa y reparación. obras completas de M. Klein. Barcelona: Ediciones Paidos, v. I, p.311. 1989


Afirmei acima que o sentimento de culpa e a necessidade de fazer reparação estão intimamente ligados à emoção do amor. Se, no entanto, o conflito arcaico entre amor e ódio não for trabalhado de forma satisfatória, ou se a culpa for forte demais, isso pode levar a um afastamento da pessoa amada ou à sua rejeição. Em última análise, é o medo de que a pessoa amada — de início, a mãe —possa morrer por causa dos danos que lhe são infligidos na fantasia, que torna intolerável dependência em relação a essa pessoa. É fácil observar a satisfação que a criança pequena obtém de seus primeiros êxitos e de tudo aquilo que pode aumentar sua independência. Há vários motivos óbvios para isso, mas um dos mais importantes e profundos, de acordo com a minha experiência, é o ímpeto da criança para enfraquecer sua ligação com essa pessoa tão importante: a mãe. Ela originalmente cuidava de toda a sua vida, satisfazia todas as suas necessidades, dava-lhe segurança e a protegia; passa a ser vista, então, como a fonte da vida e de toda a bondade; na fantasia inconsciente, ela se torna uma parte inseparável da própria criança; sua morte implicaria, portanto, a morte do próprio sujeito. Quando esses sentimentos e fantasias são fortes demais, a ligação com as pessoas amadas pode se tornar um fardo insuportável.


Onde aparece?


CID 11

Transtorno de luto prolongado (6B42) é um distúrbio no qual, após a morte de um parceiro, pai, filho ou outra pessoa próxima ao enlutado, há uma resposta de luto persistente e abrangente caracterizada por desejo pelo falecido ou preocupação persistente com o falecido acompanhada de intensa dor emocional (por exemplo, tristeza, culpa, raiva, negação, culpa, dificuldade em aceitar a morte, sentir que perdeu uma parte de si mesmo, incapacidade de experimentar humor positivo, entorpecimento emocional, dificuldade em se envolver com atividades sociais ou outras).


Transtorno de ajustamento (6B43) é uma reação desadaptativa a um estressor psicossocial identificável ou múltiplos estressores (por exemplo, divórcio, doença ou deficiência, problemas socioeconômicos, conflitos em casa ou no trabalho) que geralmente surge um mês após o estressor. O transtorno é caracterizado pela preocupação com o estressor ou suas consequências, incluindo preocupação excessiva, pensamentos recorrentes e angustiantes sobre o estressor ou ruminação constante sobre suas implicações, bem como pela incapacidade de adaptação ao estressor que causa prejuízo significativo na vida pessoal e familiar , social, educacional, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento.


6B20 Os transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados são um grupo de transtornos caracterizados por pensamentos e comportamentos repetitivos que se acredita compartilharem semelhanças na etiologia e nos principais validadores de diagnóstico. Fenômenos cognitivos como obsessões, pensamentos intrusivos e preocupações são centrais para um subconjunto dessas condições (ou seja, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno dismórfico corporal, hipocondria e transtorno de referência olfativa) e são acompanhados por comportamentos repetitivos relacionados. O Transtorno de Acumulação não está associado a pensamentos indesejados intrusivos, mas sim é caracterizado por uma necessidade compulsiva de acumular bens e angústia relacionada a descartá-los. Também incluídos no agrupamento estão os transtornos comportamentais repetitivos focados no corpo, que são caracterizados principalmente por ações recorrentes e habituais direcionadas ao tegumento (por exemplo, puxar o cabelo, arrancar a pele) e não têm um aspecto cognitivo proeminente. Os sintomas resultam em sofrimento significativo ou prejuízo significativo na vida pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional ou em outras áreas importantes do funcionamento.


6A73 O transtorno depressivo e de ansiedade misto é caracterizado por sintomas de ansiedade e depressão por mais dias do que não por um período de duas semanas ou mais. Os sintomas depressivos incluem humor deprimido ou diminuição acentuada do interesse ou prazer nas atividades. Existem vários sintomas de ansiedade, que podem incluir sentir-se nervoso, ansioso ou tenso, não ser capaz de controlar pensamentos preocupantes, medo de que algo terrível aconteça, dificuldade em relaxar, tensão muscular ou sintomas autonômicos simpáticos. Nenhum dos conjuntos de sintomas, considerados separadamente, é suficientemente grave, numeroso ou persistente para justificar o diagnóstico de outro transtorno depressivo ou de ansiedade ou transtorno relacionado ao medo. Os sintomas resultam em sofrimento significativo ou prejuízo significativo na vida pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento.


O exercício


Resultados


Seu resultado é quase imediato. Os pensamentos reverberativos e a angústia diminuem desde a primeira vez que é usado.


Hipótese


O vômito e o ato de cuspir minimizam a passagem para o meio interno de toxinas já ingeridas mas ainda não absorvidas.

Os pensamentos reverberativos ligados a culpa produzem toxinas que produzem mais toxinas se não houver uma interrupção do mecanismo que produz esses pensamentos tóxicos.

Uma forma de interrompê-los é cuspir ou ativar o reflexo do vômito.

Assim colocamos as vias neurais que fazem a mediação dos diversos estímulos até o centro do vômito para inibir a produção das toxinas geradas pela culpa patológica quando assumem o formato dos pensamentos ou quando produzem angústia.

Emocionalmente é o mecanismo oposto ao da culpa, um ato de não aceitação da culpa patológica.


Referências


Freud, S. (1969). O ego e o id. In S. Freud, Ediçăo standard brasileira das obras psicológicas completas de S. Freud (J. Salomăo, trad., Vol. 19, pp. 13-80). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1923)


KLEIN, M. Amor, culpa y reparación. obras completas de M. Klein. Barcelona: Ediciones Paidos, v. I, p.311. 1989


Reich, W. (1995). O caráter genital e o caráter neurótico. In W. Reich, Análise do caráter (M. L. Branco & M. M. Pecegueiro, trads., pp. 165-185). São Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1933)






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