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Exercício para o desânimo


Einstein não era bom aluno considerado “inútil” pela maioria dos professores da sua faculdade. Por suas dificuldades financeiras precisava trabalhar e faltar aulas. Depois de terminar a faculdade, desempregado várias vezes, não compreendido, considerado um físico e matemático inadequado, com ideias variadas de pesquisa, teorias não sendo ouvidas, persistiu e mais tarde, quando conhecido, afirmava que ninguém deveria abandonar seus sonhos e não desistir de tentar realizá-los. Nadando contra a corrente, ganhou o Nobel de Física em 1921.

Será que Einstein sentia tristeza ou desânimo? Certamente. Impossível não sentir tristeza diante de momentos difíceis ou desânimo quando é necessário fazer várias tentativas num mesmo planejamento.

Ele tinha a seu lado uma companheira que o ajudou, Mileva. As 43 cartas entre os dois, preservadas fazem referência a “nossos trabalhos" e "nossa teoria do movimento relativo", "nosso ponto de vista" ou "nossos artigos" e pelo visto, dentro de si um gosto enorme pelo seu trabalho e não apresentava sintomas de depressão.

O desânimo é um estado mental de quem se mostra desanimado, desestimulado. Pode ser breve, nessa forma são apenas reações a situações presentes especificas de difícil resolução acabando quando a situação é resolvida. Os intermitentes são sensações que conectadas a nós mesmos, a nossa própria capacidade, é derivado de uma crença de não resolução dos problemas e os constantes que são o sintoma mais comum e persistentes de qualquer tipo de depressão. O desanimo constante é um sintoma da depressão e o intermitente pode levar a uma depressão se não for cuidado.

Muito diferente da tristeza que é ligada a um fato específico do “aqui e agora” nos ajuda a tomar melhores decisões na introspecção e recolhimento gerados por ela, nos coloca mais em contato com o que sabemos e podemos, dessa forma é um golpe ao parasita vaidade. Uma das nossas seis emoções básicas junto da alegria, medo, surpresa, nojo e raiva fazem parte da natureza humana. Sem elas seríamos máquinas desprovidas de inteligência. Como nascemos com esse potencial de sentir, quando crianças estamos aprendendo a lidar com ele e até a vida adulta formamos um sistema comportamental que nos permite controlar as reações geradas pelas emoções.

A tristeza é útil e necessária, quanto ao desânimo só o breve, sendo uma das emoções derivadas das básicas que servem de alerta para talvez desistirmos do caminho que estamos seguindo ou que nos ajuda a desacelerar como pede a vida moderna num grande centro urbano.

Os momentos de tristeza e de desânimo pouco intensos podem ser aproveitados para o autoconhecimento, meditar, saber melhor onde estamos, aceitarmos nossa realidade e a nós mesmos, planejar coisas, dar mais oportunidade ao lazer, conversar com alguém próximo e outras coisas que fazemos com calma, devagar.

O desânimo intermitente, quando voltado para si mesmo numa comparação com outras pessoas há um julgamento e uma condenação. Esse desânimo parasita vampiriza, rouba energia e precisa ser resolvido. Pode ser solucionado com a ajuda de outra pessoa um terapeuta é a melhor escolha. Se está acontecendo pode existir uma base frágil. Na psicoterapia essa base pode ser fortalecida.

O terceiro tipo é sintoma de depressão. Depressão não é um estado, não é passageira, é uma doença que precisa ser tratada com medicamentos e psicoterapia. Não é pouca força de vontade, afastamento de práticas religiosas, má vontade ou desinteresse. É uma doença com base muitas vezes genética, decorrente de traumas ou ambos. Precisa de avaliação médica, muitas vezes pode ser confundida com a Síndrome de Hashimoto, anemia profunda, doenças infecciosas.

Os três estados de desânimo são bem diferentes em intensidade sendo distintos uns dos outros como mencionado no início dessa comunicação. Um autoexame que pode ser feito é tentar sorrir em frente ao espelho, se se achar ridículo, se se julgar procure ajuda. Vários estudos demonstram que achar graça, rir, sorrir com vontade é um estado saudável e ao mesmo tempo melhora o humor liberando endorfina, oxitocina.

O exercício que apresentamos hoje, é um exercício respiratório que tem como objetivo reduzir a sensação de desânimo ajudando a trocar o sofrimento por uma atividade saudável.

Em uma pesquisa realizada, de um número de 62 pessoas que fizeram esse exercício por 6 meses seguidos, 80% sentiram melhora significativa no quadro de desânimo por um longo período.

Essa melhora pode ser explicada por mudanças fisiológicas que acontecem durante o exercício. Um exemplo é o que ocorre durante o bocejo. Esse produz um alongamento vigoroso de músculos da boca, da nuca e de um musculo que fica debaixo das constelas, o diafragma. Esse alongamento amplia o retorno venoso para as câmaras direitas do coração e consequentemente o fluxo sanguíneo cerebral. A fase de expiração profunda e prolongada do bocejo reverte a hipóxia, a hipercapnia e o colapso alveolar. Ela também alonga os bronquíolos terminais e os alvéolos dilatando a musculatura brônquica, estimulando os terminais vagais, liberando acetilcolina que, por sua vez, dilata ainda mais as arteríolas sistêmicas. O resultado é uma diminuição da resistência periférica, aumento do fluxo sanguíneo arterial cerebral, aumento da saturação de oxigênio. A hiperoxigenação e o aumento do fluxo sanguíneo cerebral ativam a formação reticular do tronco cerebral levando a um maior estado de alerta. Em consequência dessas mudanças causadas pelo ato de bocejar o sorriso fica mais fácil de aparecer.


📌 Exercício: Sentar-se na ponta do assento da cadeira, mantendo a coluna ereta com os pés apoiados no chão, depositando parte do peso do corpo nos pés. Com o pescoço reto, coloque a palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda, descansando as mãos no colo. Nessa postura boceje 10 vezes. Após essas 10 vezes force um sorriso durante 2 minutos, mesmo sentindo que é falso. Depois desses 2 minutos pode aparecer uma vontade de sorrir verdadeiramente, rir ou gargalhar.

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