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  • Grupo Neurofocus

Ansiedade e Pânico


A revista Science (2007), publicou um artigo muito interessante sobre ansiedade demonstrando o que acontece quando uma pessoa passa por extrema ansiedade. A atividade do seu cérebro se move da frente do cérebro para o cérebro intermediário. Isto foi demonstrado por mapeamentos mostrando um fluxo de sangue maior no setor do cérebro que estava mais ativo.

A frente do cérebro (córtex pré- frontal) é onde se localiza a capacidade de raciocínio e tomada de decisão. O cérebro intermediário (periaqueductal) é de onde parte os mecanismos de sobrevivência como a luta ou fuga.


Um ataque de ansiedade pode ser uma resposta do tipo 'luta ou fuga' a alguma ameaça. O motivo de o cérebro humano responder desta maneira se baseia no nosso passado pré-histórico, onde humanos precisavam de uma resposta rápida às ameaças físicas.

Um grande ataque de ansiedade causa muito desconforto se não estiver de acordo com a realidade. Se não reagirmos de acordo com nosso meio, poderemos sentir mal estar. Ficaremos perdidos. De dormirmos num quarto e acordarmos em outro. Se isso se repete sistematicamente e aparentemente de forma aleatória e de acordo com outros sintomas podemos estar falando da síndrome do pânico.

Fisicamente, o movimento repentino e constante para o cérebro intermediário, pode resultar em um elevado estado de medo e pânico. Parte separada do cérebro se torna mais ativa durante um ataque de pânico ocasionando problemas.

Quando a síndrome do pânico se instala é necessário ajuda profissional para voltar à tranquilidade. Sozinho não se consegue retornar a atividade mental antes do ataque de pânico. Para voltar à tranquilidade é preciso mudar a atividade mental. Às vezes, conforme a quantidade e qualidade dos ataques de pânico são necessárias a ajuda de

mais de um profissional. Os profissionais mais capacitados para isso são o psiquiatra e o psicólogo clinico trabalhando em conjunto.

Medidas simples, auto-reguladoras até, de ansiedade, como respirar profundamente sozinhas não ajudam a controlar um ataque de pânico. Durante o ataque de pânico nosso cérebro muda para o "modo pânico", se esses ataques se repetem aprendemos a reagir de forma desordenada. Para voltar à forma anterior, ou seja, ao modo de tranqüilidade se faz necessário medidas químicas e psicológicas especificas.

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